JORNALISMO DE RESISTÊNCIA. A DITADURA EM PRETO E BRANCO.

RESUMO

O artigo analisa, por meio das Teorias do Jornalismo, duas fotografias-chave na representação imagética da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) e da Revolução dos Cravos (1974) na imprensa de Brasil e Portugal. O principal foco é a análise da fotografia de um manifestante correndo da polícia em uma manifestação contra a ditadura publicada na primeira página do Jornal do Brasil de 22 de junho de 1968. De autoria do fotojornalista Evandro Teixeira, a imagem é uma das mais conhecidas e reproduzidas até hoje sobre aquele período. Em seguida, o artigo traça paralelos entre a fotografia de Teixeira e uma foto de 1974 do francês Henri Bureau, premiada no World Press Photo, retratando a prisão de um suposto agente da PIDE, a polícia política da ditadura portuguesa, por soldados do Movimento das Forças Armadas – MFA. Ambas cumpriram os ritos dos processos jornalísticos para sua primeira publicação, mas sua capacidade de narrar imageticamente, e dramaticamente, os eventos garantiu sua sobrevida no tempo e sua inserção no imaginário coletivo, de modo que seguem sendo reproduzidas tanto nas mídias tradicionais como nas digitais e nas sociais.

PALAVRAS-CHAVE

Fotojornalismo; Teorias do Jornalismo; Narrativa Visual; Ditadura no Brasil; Revolução dos Cravos.

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